Archive for July, 2005

July 27th 2005

Omaha Beach dentro do meu quarto

O sol aqui so se poe la pelas 2045, 2100, entao aquele periodo do entardecer dura bastante. Pois e… Domingao, depois de um sabado cheio de coisas, resolvi dar uma relaxa. Fui no Glen Park de novo, andei bastante dessa vez, depois dei uma volta pela vizinhanca, indo para o lado que eu nao tinha ido ainda.
Beleza, gastei um pouco de energia (as ladeiras aqui sao malignas…), voltei para casa, entrei no banho (alias, ainda nao tinha mencionado o chuveiro… altura do chuveiro? 1.70 mais ou menos. Lavar a cabeca esta o bicho…) e depois fiquei no computador, li as noticias do Brasil (valeu Ricardo pela Veja), organizei meus papeis para o dia no college na segunda e fiquei de bobeira.
Pois e… Abri as janelas bem, ventinho estava o bicho. Estava com o meu fone que tem cancelamento de barulho externo, viajando no iPod (tinha colocado mais musicas, Pink Floyd, Jimi e varias nacionais dos anos 80) quando de repente notei que os gatos tavam enlouquecidos de um lado pro outro no meu quarto… Fui averiguar o que estava acontecendo e ai que eu notei que meu quarto tinha sido invadido: milhares de mosquitinhos dentro do lustre (uma bola com uns 60 cms de diametro, estilo lampada japonesa de papel)… Putz!!! Minhas defesas nao seguraram nada, parecia ate o exercito suico, nao pararam nem a primeira leva do ataque. Acho que a tela que tem na janela nao vale nada, e igual Comissao de Etica no Congresso, e so para aparencia… Os gatos estavam enlouquecidos, pulando de um lado para outro atras dos mosquitos que desciam… E agora, Jose? Desmontei o lustre (operacao precisa, nao rasgei nao, pode deixar), levei pro banheiro, matei os mosquitos que restavam…
So que a tropa estava bem organizada e tive que apelar… Fechei a porta do quarto com os gatos dentro, esperei parar o esporro e voltei pra dentro, matei o resto e dei uma vassourada no quarto… E para dormir depois? Aquela sensacao de que tem um mosquito no quarto… Bom, nao teve jeito, deixei a porta aberta para os gatos continuarem a perseguir os mosquitos e fui dormir…

Vivendo e aprendendo… Agora nada de deixar janela aberta…

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July 27th 2005

Stanford U

Bom, aproveitando que fui para Stanford, vale a pena um comentario sobre as instalacoes. O lugar e maligno, sem brincadeira. Nao ha outra instituicao de ensino que eu ja tenha ido que seja tao maneiro, tao impressionante.
Basta ver que nessa semana ta rolando um torneio de tenis nas quadras da faculdade contando com a presenca das melhores tenistas do mundo… Ou seja, o nivel do negocio e animal.
O estadio de futebol americano e melhor que a maioria dos estadios de futebol ai do Brasil (infelizmente tenho que admitir, ate que Sao Januario, o estadio mais bonito do Brasil). Rola uma academia de proporcoes titanicas, pista de corrida, quadras de basquete a dar com o pau, caminhos para andar de bicicleta, e, claro, um campinho de golfe, que ninguem e de ferro.

E a parte academica nao fica atras nao. Nao entrei nessa parte, mas considerando que e uma das universidades mais ricas do mundo, acredito que assim que comecarem as aulas da dani teremos maiores informacoes sobre uso de computadores nas aulas, etc. O importante e o seguinte: nao precisa ter caderno, quem nao tem um note para levar para as aulas pode voltar para casa… Igualzinho a Pontificia…

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July 26th 2005

Prosseguindo com as peripecias de sabado

Bom, cheguei na casa da Renata e do Stefano… Depois de beber uns 3 copos d’agua, respirar um pouco, comecei a revivar minhas malas (cada coisa da Annick que aparecia era recebia com um “ooohhh” da Renata, obvio, a menina so tem roupas maneiras).
Rapidamente achei o que eu precisava e depois de conversar um pouco, estava na hora de voltar (ate porque a Renata tinha que estudar para a prova – que alias comecou hoje…).
Chequei no site do Caltrain, proximo trem as 2119. Eram 2020, jogamos mais um pouco de conversa fora e parti para a estacao com o Stefano.
Cheguei la umas 2045 e sentei para esperar… Mal sabia eu o que me esperava…

Estavam ja na estacao: eu, um malandro de camisa mamae sou forte e um casal de hippies diretamente dos anos 60, bebendo vinho (serio) numa caneca. Enochatos provavelmente espancariam os dois ali mesmo.
Nisso chega um grupo de uns 15 adolescente com bolas de futebol americano, fazendo o maior esporro. Como no fds os trens passam pouco, os maluquinhos ficaram brincando na linha do trem, joga bola pra ca, joga bola pra la.
De repente, uma bola passa perto de uma mule que estava do outro lado da estacao. A mule fica meio revoltada, reclama com os moleques, que mandam ela para aquele lugar, soltam meia duzia de insultos e a mule se retira. Maravilha.

O malandro de camisa mamae sou forte e de Minas… Maravilha, troco umas palavras em portugues com ele, fica naquela coisa; “que que voce ta fazendo aqui?”, “ta morando aonde”, mas ninguem faz a pergunta realmente importante: “voce esta aqui ilegal?”.

De repente, resolvo olhar no relogio: 2129… Ue, cade o trem? Nisso, um coroa (de peruca, pulseira de ouro frouxa, oculos com lentes varilux, parecia um delegado do TV Pirata) saca um horario e da a otima noticia: todos nos erramos ao olharmos no horario, o proximo trem e as 2249… Nao bom, nao bom….
Bom, o mineirinho, que ja estava no celular dizendo para um amigo que nao podia ir porque estava indo para casa resolve encarar uma bebedeira com outros mineiros e parte.
Considero partir para comer algo, mas as 2145 da noite, so os restaurantes mais sinistros estarao abertos e eu to com uma tralha do cao na mao, sem contar a minha bola de basquete vazia, que eu resgatei da casa da Renata… Resolvi ficar ali mesmo, dane-se.

E fiz muito bem, porque na sequencia chega a mule que foi xingada pelos pivetes adolescentes com 2 carros da policia… Uma pena que eu nao estou com a minha camera de filmar, pois se rolar uma police brutality, ja podia aparecer na televisao antes mesmo de completar uma semana nas Americas….
Infelizmente (pra mim – felizmente para os moleques), depois de uns 10 minutos de esporro a policia levanta o acampamento.
Nem deu tempo dos caras reclamarem com a mule, ja que durante o esporro da policia, uma mendiga passou e chamou um dos moleques, que era negro, de nigger… Ha, maravilha, como diria o Bezerra, sururu formado…
Rolou um empurra-empurra, um “me segura, me segura”, bit**ch pra ca, ass**hole pra la, umas boladas, uns cuspes e nada mais. A mendiga (que pelo odor andou bebendo bastante) meio que cambaleou para um lado da estacao, os moleques pro outro e ficou nisso…

Mais uns 20 minutos e o trem chegou e partimos na direcao de SF. Fiz a conexao com o Bart e cheguei em casa por volta de 1230 da manha.

Obviamente, chapei imediatamente…

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July 26th 2005

Interludio

Pensando em virar um vilao? Nao sabe muito bem como proceder?
Seus problemas acabaram!!!
Aqui tem uma lista de erros a serem evitados ao estabelecer seu imperio do mal.

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July 26th 2005

Sabado. Peripecia no transporte publico

Sabadao, nada para fazer, resolvi visitar a Renata e conhecer finalmente o Stefano (bofe da Renata).
Para isso, tinha que me despencar para a cidade deles, Los Altos, que, como voces podem ver, e razoavelmente longe de SF.
Mas, conjugando o Bart com o Caltrain, supostamente eu estaria la em 2 horas, gastando apenas 6 dolares. Nada mal…

Depois de publicar os posts iniciais, ja que a Renata esta estudando para o Bar (boa sorte!!!!!) e eu nao queria atrapalhar o estudo, tudo combinado, ia encontrar o Stefano no trabalho dele (gente que faz, trabalhando no sabado) e iriamos para a casa deles para eu pegar umas paradas nas minhas malas (nao entrarei em detalhes, so direi que eram artigos extremamente necessarios).
Bom, tudo combinado, entrei no Transit511.org e planejei minha viagem toda.

Peguei meu computador (para mostrar as fotos da menina mais linda do mundo para a Renata) e parti.
Estava eu no Bart, tranquilao, quando o motorista avisa que o trem na nossa frente esta com problemas e por isso iriamos parar um pouquinho no meio do caminho, coisa de 5 a 7 minutos (sem sacanagem, o cara falou 5 a 7 mesmo…). Como eu tinha uma folga de 26 minutos (mais uma vez, nao e sacanagem), fiquei tranquilo.
Entretanto, no meio do caminho, o bonitao volta ao microfone e fala que o trem quebrou de vez e que vai demorar um pouco mais (sem previsao dessa vez). Trocando em miudos, dancei (para nao trocar em um outro miudo mais explicito).

Quando chegamos na estacao de transferencia para o Caltrain, ele tinha partido ha 9 minutos… Proximo trem? Em 1 hora…
O vida, o azar…. Me lembrei do Charlie Brown, que descreveria essa situacao com o seu classico: “mais que puxa…” (gostou da citacao do Charlie Brown, Cla?)…

Bom, fui dar uma volta na redondeza para tentar comprar algo para comer (ja eram 1550 e nao tinha rolado almoco ainda) e o maximo que eu achei foi um Snickers num cibercafe muito do mambembe.
Voltei para estacao, saquei meu iPod e fiquei esperando ouvindo uma selecao super ecletica que incluia o Rei (com Detalhes e Emocoes), The King (Suspicious Minds e Heartbreak Hotel), Iron (claro), Willie Dixon, Led (quando tocou Immigrant Song nego comecou o me olhar torto, ja que me sacudia loucamente) e, para finalizar, um podcast sobre Formula 1 que eu tinha baixado antes de sair de casa.

Chegou finalmente o trem (animalescamente maneiro, by the way, com dois andares, todo confortavel, mesinhas, etc). Pensei em botar uma moeda no trilho, como a gente fazia em Congonhas, mas fiquei com medo de me deportarem para Guantanamo por tentativa de sabotar o tranposte coletivo e guardei a moeda para um outro dia.
E la fomos nos…
Depois de 1 hora, cheguei em Mountain View, onde o Stefano trabalha.

Imediatamente senti que tinha algo errado. No estacionamento da estacao de trem, uma Mercedes CLK500, uma Z4, um Audi TT e um Touareg, que do lado dos outros, ficou ate meio caido…
Acho que cheguei na parte onde nego tem grana, muita grana….

Bom, fui andando ate o predio do Stefano, achei molinho. Varios cafes, restaurantes, bares, etc. Vizinhanca altamente aprazivel na Castro St. aqui em Mountain View. Cheguei na frente do predio. Beleza, agora e so achar um orelhao e ligar para ele.
E cade um orelhao?? Fala serio, vizinhanca de rico nao tem orelhao. Oops, acho que dancei. Depois de dar varias voltas (vale lembrar que a essa altura, ja eram 1820 e eu tinha saido de casa ha umas 3 horas), achei um orelhao. Peguei para ligar e o bichano nao trabalha com moeda. Catzo, ate os orelhoes aqui sao sinistros… Depois de ligar para o Brasil (a cobrar, valeu mae), consegui me comunicar com o Stefano e pronto, partimos para a casa deles…

Mal acreditei quando entramos e eu pude descansar um pouco…

O resto, eu conto no proximo post…

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July 26th 2005

Clima em SF

Quando falei para o povo ai que vinhamos para a California, imediatamente todos (eu incluido) pensavam na California do Lulu:
Ondas lambendo as pernas, sol abracando o corpo e coisa e tal, a Sunny California dos filmes e musicas. Por exemplo, os Beach Boys dizem que:

“If everybody in the U.S.A
Could come with us to California
We could take ‘em to a place out west
Where the good sun shines everyday”

Bom, o Good Old Sun nao brilha todo dia por aqui nao. Para falar a verdade, brilha muito pouco. Neblina e vento, esses sim estao aqui todo dia.
A temperatura ate que nao e ruim nao, mas o vento… Putz… Tudo bem que o meu college fica na Ocean Ave, que, obviamente desemboca no Pacifico e de la vem um vento absolutamente cruel, mas nos outros lugares da cidade, quando bate o vento, rapaz, sai de baixo…
Mas, segundo informacoes que eu consegui hoje, depois do meio de Agosto isso para e fica quente pacas. Rola ate de ir na praia e entrar na agua.

No sabado ate que fez calor (deve ter chegado a uns 30 graus), mas como eu estava ocupado viajando pela Bay Area (meu proximo post vai explicar melhor), nem deu para aproveitar.

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July 25th 2005

Prova e Parque

Na sexta feira, rolou a prova de ingles e matematica la no college.
Bom, a de ingles conseguiu ser mais facil que o TOEFL. Achei incrivel, mas e verdade…
A de matematica era um pouco mais interessante, mas so a terceira parte, de college level math. O resto era aritmetica basica (pex: 1 terco mais 1 quarto mais 1 quinto e igual a?) e algebra basica (pex: se o seno de um angulo e 1/2, quando e o coseno?).

Depois disso (a prova levou umas boas 3 horas), resolvi passear no parque. Aqui do lado de casa tem um (ate por isso o bairro chama-se Glen Park) razoavelmente grande. Seguindo a dica do Jack, fui dar uma olhada num site de caminhantes (trilheiros? como se traduz hiker? sera que estou virando o Manga? Esquecendo o portugues e nao aprendendo o ingles? Sera que ficarei mudo?!?!?!??!?!) aqui da area de SF e tinha uma boa descricao do parque, entao me aventurei.
Como era sexta feira, tava meio vazio (nao havia nenhum sujeito de casaco longo para se expor indecentemente tambem, ainda bem), mas foi interessante. O mais maneiro foi que tinha um cara com um pit bull brincando de buscar e lembrei imediatamente da lei la do Rio sobre os cachorros ferozes. Pelo menos o pit bull me cheirou (fiquei meio bolado porque tem 2 gatos na casa onde eu estou) e seguiu viagem com um graveto na boca.

Depois disso (ja estava ficando tarde, apesar de estar claro ainda), voltei para casa, tomei um merecido banho e chapei.

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July 24th 2005

Pequeno interludio

Ha algum tempo encaminhei um texto de um cara que eu gostei. Hoje fui no site do cara de novo (achei o link enquanto procurava outra coisa) e tem outro texto interessante, algo que eu sempre defendi, entao la vai o link.
O titulo e Como aprender com seus erros.

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July 24th 2005

Passeando pela vizinhanca

Na quinta feira, ja plenamente recuperado da viagem, resolvi explorar a vizinhanca, para ver qual o caminho ate o college para a sexta feira, quando terei que chegar la as 0800 e qualquer minuto economizado para dormir vale a pena.
Em linha reta, e perto, mas tem uma mega montanha no meio do caminho, entao estou fazendo o trajeto em 20 minutos, sem forcar para nao suar…
No primeiro dia, tava no meio da rua e cruzei com um esquilo, carregando alguma coisa que parecia uma noz. Completamente surreal a cena… Fiquei esperando para ver se o Teco (ou o Tico, nao sei quem passou primeiro) vinha tambem, mas nada feito.
Engracado como na mesma rua tem uma casa maneirissima, uma casa muito chule e dois lugares que eram restaurante absolutamente abandonados… Mistura total em uns 300 metros, apenas.

Cheguei finalmente no college. Forte presenca asiatica detectada. Fui na parte de admissions e parecia um escritorio na China. Nao fosse pelo italiano velho de peruca (que vem a ser o responsavel pela parte de admissions) podia jurar que estava na Asia…
Resolvi a burocracia e voltei para casa. No meio da caminho, passei na Ocean Avenue, que chega no…. oceano, obvio. Nao resisti e fui la dar uma olhada. Agora so faltam 2 para ver, o Indico e o Antartico…
Voltei para casa, dei uma checada no parque aqui perto e dormi cedo para nao perder a hora da prova na sexta.

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July 24th 2005

Transporte Publico

Vale um parentesis para explicar o sistema do BART.
O dito cujo e o metro daqui e vai de uma ponta de SF ate o outro lado da baia. Agora, nao pense no metro do Rio… As cadeiras sao acolchoadas, tem 5 linhas diferentes para pegar, antes de chegar um trem o alto falante (e varios paineis eletronicos das estacoes) avisam quantos carros tem a composicao, daqui a quanto tempo vao chegar os proximos trens, etc.
E, de quebra, o bicho se interliga com o resto do transporte publico daqui da Bay Area, como, por exemplo, o CalTrain, que e como no futuro eu irei de casa ate o college aqui em SF (ontem uma amiga da Alice me falou que para quem estuda em Stanford e seus agregados, o CalTrain e gratis, mas ainda nao verifiquei a veracidade dessa informacao).
Nao e nada mal…

E ainda tem os onibus, mas por enquanto nao me aventurei neles nao…

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